Apresentação

  • Roberto Martínez Santiago Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura (OEI)

Resumen

Ainda que a pós-moderna necessidade de chamar as coisas por nomes pseudocientíficos nos tenha munido do conceito de «bullying», a violência no âmbito escolar é um fato tão velho como a própria instituição educacional.

E isso é assim porque a violência, para a escola, é um produto de importação. Chega da mesma sociedade que a gera, e que, hoje, é incapaz de contê-la. Este é o dado historicamente novo.

Enquanto as instituições sociais, entre elas a escola, souberam e puderam controlar as tensões que se registravam e se registram em seu interior, a violência escolar não obteve categoria de problema social, mas, pelo contrário, foi considerada como um elemento funcional para o que hoje conhecemos como a formação integral da pessoa (compare-se isso com o papel que, no imaginário social, representa/representava a formação militar obrigatória dos cidadãos na saída da adolescência).

A questão da violência entre os jovens – que são afetados por ela cada vez mais novos – não parece ser um fenômeno exclusivo dos países com determinados níveis de desenvolvimento, como tampouco dos setores sociais com um perfil socioeconômico definido, nem de grupos étnicos, políticos ou religiosos.

Desta forma, não deveríamos nos conformar, por ser cômodo e perigoso, com as explicações dos que analisam os casos individualmente, buscando, quando muito, regularidades estatísticas que permitam desenhar medidas corretivas aplicáveis a certos coletivos com semelhanças psicológicas, de conduta, de história familiar e outras pelo estilo.

Encontramo-nos ante um fenômeno para o qual a sociedade não tem sabido construir novos e efetivos mecanismos de regulação que realizem a tarefa de acomodar os desbordados conceitos de autoridade, de legitimidade ética ou de coerção moral.

A quantidade de trabalhos recebidos em nossa redação denota a necessidade sentida, especialmente pelo corpo docente, de dar tratamento a este tema; e a ótima qualidade de muitos deles nos obriga a modificar os planos editoriais para publicar dois números (o presente e o 38) que dêem cabida para a maior parte dessas colaborações. As restantes, se seus autores o permitirem, serão publicadas na versão digital da Revista.

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Publicado
2005-01-01
Cómo citar
Martínez Santiago, R. (2005). Apresentação. Revista Iberoamericana De Educación, 37, 11-13. https://doi.org/10.35362/rie370837
Sección
- Presentación