Quando o consenso atual não é suficiente: rumo a uma revisão da formação técnica, dos estágios institucionais e dos desafios produtivos territoriais
DOI:
https://doi.org/10.35362/rie9916999Palavras-chave:
formação técnica, estágios profissionalizantes, setores produtivosResumo
Este artigo apresenta os principais resultados de uma pesquisa-ação participativa realizada na província de Salta, com o objetivo de mapear a oferta de Ensino Técnico em um cenário marcado por transformações tecnológicas e produtivas aceleradas. Parte-se da necessidade de repensar os vínculos entre formação, território e o mundo do trabalho a partir de uma lógica situada e prospectiva. Por meio de uma estratégia metodológica mista que combinou análise documental, mapeamento, pesquisas, grupos focais e estudos de caso, foi investigada a adequação das propostas de formação às demandas atuais e emergentes dos setores produtivos locais. Os resultados mostram um descompasso persistente entre os perfis formados e as habilidades necessárias, bem como profundas assimetrias territoriais na distribuição das ofertas educacionais. As vozes dos atores do sistema educacional, do mundo empresarial e dos próprios graduados coincidem em apontar a urgência de fortalecer a prática profissional, atualizar conteúdos curriculares e consolidar espaços de articulação intersetorial. Argumenta-se que a revisão do consenso que estrutura a formação técnica exige transcender as abordagens instrumentalistas, colocando a formação técnica no âmbito de um projeto de desenvolvimento territorial capaz de integrar o conhecimento, as trajetórias e as aspirações dos jovens que vivem em nossos territórios.
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