Trabalho colaborativo docente e educação plurilingue: que subversões a uma gramática da escola?

  • Luciana Mesquita Doutoranda em Didática e Formação pela Universidade de Aveiro; Bolseira pela FCT (SFRH/BD/72518/2010). LALE – CIDTFF / Departamento de Educação,Portugal
  • Ana Sofia Pinho Professora Auxiliar do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, Portugal
  • Ana Isabel Andrade Professora Associada da Universidade de Aveiro, Portugal
Palabras clave: trabalho colaborativo docente, educação em línguas, educação plurilingue, gestão escolar intermédia, sistemas educativos.

Resumen

Assumindo-se que uma educação em línguas guiada pelos princípios do plurilinguismo se rege sob um signo de diluição de fronteiras linguísticas e disciplinares, torna-se necessário um maior diálogo entre as línguas do currículo escolar e a um trabalho mais coordenado entre os professores. Essas demandas carecem, contudo, de serem analisadas em função de um conjunto de regras e estruturas sedimentadas que caracterizam a escola e que oferecem resistências a iniciativas de mudança educativa.
Considerando esse enquadramento, este estudo assume como ponto de partida as seguintes questões: a) que conceções de colaboração docente surgem associadas às dinâmicas de trabalho que têm lugar em departamentos de línguas nas escolas? E, dentro desse quadro, b) que dinâmicas de interação didática entre as línguas podem ser consideradas transformadoras?


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Publicado
2016-01-15
Cómo citar
Mesquita, L., Pinho, A. S., & Andrade, A. I. (2016). Trabalho colaborativo docente e educação plurilingue: que subversões a uma gramática da escola?. Revista Iberoamericana De Educación, 70(1), 201-222. https://doi.org/10.35362/rie70181
Sección
- Didáctica de la Lengua y de la Literatura