Proliferação de microcredenciais e lacunas regulatórias na Ibero-América: implicações para a orientação dos estudantes e a legitimidade do sistema de ensino superior
DOI:
https://doi.org/10.35362/rie10117354Palavras-chave:
microcredenciais, quadro regulamentar, ensino superior, quadro de qualificações, estudo comparativoResumo
O artigo analisa comparativamente o estado regulatório das microcredenciais no ensino superior em quatro países ibero-americanos: Espanha, Chile, Colômbia e Argentina, durante o período de 2018 a 2025. A partir de uma abordagem qualitativa de caráter analítico-comparativo e por meio de revisão documental no Google Acadêmico e fontes normativas oficiais, são examinados os níveis de formalização, articulação com marcos nacionais de qualificações e mecanismos de reconhecimento acadêmico.
Os resultados evidenciam diferentes graus de institucionalização. A Espanha apresenta um alto nível de formalização e alinhamento com os padrões europeus; o Chile e a Colômbia mostram esquemas intermediários, integrados a quadros de qualificações orientados para a certificação de competências; Enquanto isso, na Argentina, embora continue a não existir uma regulamentação específica sobre microcredenciais, a adoção do Sistema Argentino de Créditos Académicos Universitários (SACAU) introduz um quadro nacional de organização por créditos que reconfigura parcialmente o panorama regulamentar.
O estudo distingue conceitualmente entre coordenação colaborativa e estruturação normativa, apontando que a cooperação entre atores educacionais e produtivos não substitui a função ordenadora de um quadro regulatório formal. Conclui-se que a existência de estruturas normativas integradas contribui para reduzir a dispersão sistêmica e esclarecer o reconhecimento acadêmico das microcredenciais no ensino superior ibero-americano.
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