La regulación supranacional operada por PISA: construyendo credibilidad internacional

Palabras clave: evaluación a gran escala; regulación supranacional; política educativa; PISA

Resumen

Este ensayo de carácter cualitativo pretende reflexionar sobre la Evaluación Internacional, y su potencial para inducir otras políticas educativas a raíz de las regulaciones supranacionales. Así, en lo que respecta a la cuestión de la Evaluación a Gran Escala en el caso que nos ocupa, el informe PISA nace del esfuerzo por racionalizar las políticas sociales, incluida la educación, a partir de la crisis del estado de bienestar en los países centrales. El objetivo es analizar los expedientes de evaluación a gran escala, cuya característica normalizada traduce su matriz económica al modo del mercado, basándose en la regulación supranacional, la publicación de los resultados por los medios de comunicación, el aumento de la competitividad entre las escuelas y las redes educativas, como reflejo de la esfera del mercado y elaborando así una clasificación entre los diferentes países. Con el pretexto de supervisar la calidad, el informe PISA porta el sello de reestructuración productiva del capitalismo y sus transformaciones. Asimismo, se entiende que el examen provoca en última instancia la jerarquización de los países a través del conocimiento. El certamen se produce en un proceso de regulación supranacional, reforzado por los procesos de globalización hegemónica. Por tanto, la elección del informe PISA como foco de análisis radica en su macroinfluencia, que determina, en resumen, la formulación de políticas educativas en Brasil y Portugal.

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Cómo citar

Sudbrack, E. M., & Dora Ramos Fonseca. (2020). La regulación supranacional operada por PISA: construyendo credibilidad internacional . Revista Iberoamericana De Educación, 84(1), 177-191. https://doi.org/10.35362/rie8413892
Publicado
2020-11-11
Sección
Monográfico. Nuevos datos, nuevos retos: Iberoamérica en las últimas evaluacione

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