Educação para e-cidadania: entre a reinvenção das práticas cívicase o neo-tecnicismo
DOI:
https://doi.org/10.35362/rie420761Resumo
Na ausência de um novo tipo de cidadania perante o processo de mundialização das relações sociais, políticas e econômicas, o discurso internacional dos direitos humanos, agora formalmente universalizado, parece ser o único elemento unificador com legitimidade suficiente para promover as compensações sociais e os controles necessários à globalização em curso que tem resultado no redimensionamento dos Estados como nações. Nesse cenário de crise dos Estados soberanos que, direta ou indiretamente, tem redimensionado a forma de compreensão da cidadania, este artigo trata das interações sociais, que têm posto em xeque a educação, como valores a serem promovidos: a reinvenção de outras práticas cívicas ou tendência a um novo tecnicismo, que atribui ao acesso às tecnologias da informação e do conhecimento uma condição que torna secundária a importância dos valores de uma cidadania comprometida com os aspectos civis, políticos e sociais a serem exercidos em uma outra utopia a ser construída - a saber - a "ágora eletrônica".
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