A educação como indústria cultural: um negócio em expansão
DOI:
https://doi.org/10.35362/rie360865Abstract
Este artigo parte do pressuposto do processo de legitimação da educação desde as interações com outros agentes como a cultura e suas interfaces, a estrutura social, a economia e o próprio Estado, para tratar do quadro complexo de funções sociais que permeiam esta instituição típica da sociedade moderna. Agrega-se a essa condição histórica a constatação de que, em cada estágio de desenvolvimento, a sociedade capitalista forma os indivíduos de que necessita para reproduzir-se (Gramsci) em princípios que têm sido reificados nas políticas públicas de educação. Dentre os aspectos fundantes nas políticas públicas de educação mais recentemente evidenciadas, pretende-se analisar, em profundidade, as relações estabelecidas com os processos de absorção dos meios de comunicação de massa – aqui tratados conceitualmente como parte da «indústria cultural». Nesse início de século, a prática educativa da «escola das novas tecnologias» passa a representar um negócio da indústria cultural em expansão.
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